Segunda-feira, 21.05.12

Fretilin manifesta a Cavaco Silva preocupação com corrupção e má governação

O secretário-geral da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), Mari Alkatiri, disse hoje que aproveitou o encontro com o Presidente da República, Cavaco Silva, para manifestar preocupações sobre a corrupção e má-governação do país.

 

"Foi um encontro de amigos mas aproveitei a oportunidade para dar os meus pontos de vista sobre a situação do país", afirmou à agência Lusa o líder do principal partido de oposição timorense.

 

Mari Alkatiri disse que deixou "bem registadas" as preocupações que tem relativas à corrupção, à má governação e às eleições legislativas, que se realizam a 07 de julho.

 

"Eu deixei claro que não acredito que vá haver violência durante o processo eleitoral", salientou também o secretário-geral da Fretilin.

 

O Presidente da República portuguesa, que se encontra em visita de Estado a Timor-Leste, recebeu hoje em audiência no Palácio Lahane, em Díli, o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, e o secretário-geral da Fretilin, líder do maior partido e da oposição timorense.

 

Xanana Gusmão não fez declarações, afirmando apenas tratar-se de um encontro de cortesia durante o qual foi lembrado tudo o que o Estado português fez pelo país.

O Discurso da Tomada de Posse do Presidente Taur Matan Ruak

ALOCUÇÃO DE

 

SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE TAUR MATAN RUAK

 

POR OCASIÃO DA TOMADA DE POSSE

 

 Taci Tolu, 20 de Maio de 2012

 

Excelências,

 

Convidados e Amigos,

Amado Povo de Timor-Leste!

 

Sentindo o peso das responsabilidades mas firmado no exemplo da Vossa capacidade de fazer face a todas as adversidades que a vida nos tem colocado, dirijo-me a todos: Povo de Timor-Leste, amigos e convidados nacionais e estrangeiros. Em nome do Estado de Timor-Leste, saúdo todos de forma calorosa e agradeço os nossos convidados vindos de tão longe e que nos honram com a sua presença. Muito obrigado por partilharem este momento tão recheado de significado.

 

Acabo de tomar posse como 5º Presidente da República Democrática de Timor-Leste. Neste mesmo local, em 1989, Sua Santidade o Papa João Paulo II celebrou missa.

 

Há dez anos, também neste local, festejámos com o nosso Povo e perante o mundo, a restauração da nossa independência e a tomada de posse do nosso terceiro Presidente, Kay Rala Xanana Gusmão.

 

Recebo hoje a responsabilidade de chefiar um Estado em paz, sereno e estável. O meu antecessor, Presidente José Ramos-Horta dedicou as últimas quatro décadas ao serviço do nosso Povo e do nosso país. É uma referência exemplar, de trabalho e de entrega, em que todos nos devemos inspirar. Agradeço a forma como coordenou a transição assegurando que decorresse de modo competente e sereno.

 

A força que me motivou a iniciar este caminho da responsabilidade da chefia do Estado de Timor-Leste proveio do Povo de Timor-Leste, mas também me foi transmitida pela minha família, a minha mulher, os meus filhos, os meus irmãos e parentes e os meus amigos.

 

Assumi a responsabilidade que hoje me é formalmente concedida, em resultado de eleições livres e justas. Mas também assumo esta responsabilidade em resultado de um chamamento que foi gerado por tudo o que ouvi do nosso Povo, pela análise que fiz da situação do nosso país e da nossa História, por aquilo que acredito que pode ser o nosso futuro.

 

Quando olhamos a nossa História verificamos inúmeros momentos em que o trabalho árduo, dedicado e honrado levantou o nosso país, tirando-o de uma situação de destruição e caos. A nossa História é de luta, é de muito trabalho. Por isso conseguimos chegar até aqui, até ao dia em que iniciamos a celebração do 10º aniversário da restauração da independência.

 

Este passado de trabalho e de dedicação ao país – que tanto nos deve orgulhar – tem de ser revivido, tem de ser transposto para o presente, para retirar o nosso Povo e o nosso país de um estádio em que a maioria é pobre para um estádio em que a maioria é próspera.

 

Só com trabalho e dedicação ao futuro do nosso país é que alcançaremos o tão desejado desenvolvimento social, económico, físico, político, científico e cultural que o nosso povo merece e tem o direito de viver.

 

Hoje, quando fazemos o diagnóstico do nosso país, vemos claramente que já alcançámos muito – de que nos devemos orgulhar enquanto Povo e Nação -, mas também devemos, com honestidade, reconhecer, enfrentar e corrigir as deficiências que subsistem.

 

Ao celebrarmos este 20 de Maio, o país tem de se unir em torno de objectivos concretos.

 

Objectivos que o nosso Povo sinta justificarem e merecerem o esforço e trabalho de todos os timorenses, pois, alcançá-los, significará alcançar o bem-estar, a prosperidade, a segurança, a estabilidade e a coesão nacional.

 

Durante a campanha eleitoral apresentei uma Visão, onde detalhei as linhas de orientação e as prioridades para a transformação do nosso país. Foi com base nesta Visão que fui eleito.

 

Assim, as minhas maiores preocupações são: a Segurança e o Bem-estar. Este binómio é indissolúvel. A soberania e a independência nacionais fundamentam-se num sistema económico coerente e sustentável, que, por sua vez, lança as bases do bem-estar.

 

Penso ser crucial alterar a essência do sistema económico em que se assenta o país.

 

A diversificação da nossa economia, conjugada com um sistema de produção que garante a criação de emprego e reduz a dependência externa, implica fortalecer o sector privado nacional e aproveitar, de forma racional e sustentável, os imensos recursos naturais com que a natureza nos abençoou.

 

Parte significativa deste desafio obriga

 

-               a formação e qualificação dos nossos recursos humanos, devidamente imbuídos de valores patrióticos e éticos;

 

-               a descentralização da actividade económica com a criação de polos de desenvolvimento devidamente infraestruturados e dotados de recursos humanos;

 

-               a capacidade de atrair investimento externo, preferencialmente em associação com o empresariado timorense e com a criação de emprego para os nossos cidadãos, que não se limite aos principais centros urbanos.

 

-               a redução da dependência externa e do petróleo.

 

 

São condições mínimas e viáveis para o aproveitamento integral de todo o nosso potencial, de modo a assegurar a satisfação das necessidades do nosso Povo.

 

 

É pois urgente dar maior atenção às zonas do país onde a acção do Estado não se faz sentir e onde o progresso social, físico e económico tarda em chegar.

 

 

Simultaneamente, a vivência democrática, o respeito integral pelos direitos e deveres dos cidadãos, o reforço do espírito de tolerância e a consolidação do nosso Estado de Direito, propiciam a coesão social e a unidade nacional.

 

 

Como garante do funcionamento das instituições, afirmo que é essencial envolver os cidadãos neste processo de transformação do nosso país no sentido do arranque definitivo para o progresso. A inclusão dos nossos cidadãos é indispensável para um bem-estar sustentável e duradoiro.

 

A segurança e bem-estar do nosso Povo, a consciencialização dos nossos cidadãos de que somos um só Povo, o aperfeiçoamento do sistema de defesa e segurança, complementado pela acção diplomática no desenvolvimento de relações de boa vizinhança e cooperação equitativa na região e no mundo, são o garante mais certo da integridade de Timor-Leste.

 

Não é possível pensar a segurança nacional sem ter em conta a interacção com os países da região e do mundo. Na era em que vivemos, é impossível escapar aos acontecimentos que têm lugar noutros pontos do planeta e que, de uma ou outra forma, modelam a vida de todos nós.

 

 

Timor-Leste recebeu e beneficiou do apoio e generosidade da comunidade internacional para afirmar o seu direito inalienável de ser livre e soberano. Foram muitas as organizações e indivíduos que deram o seu apoio incondicional. Posteriormente, a assistência a Timor-Leste assumiu um carácter mais formal e de Estado, o que permitiu a sua reconstrução física e a configuração do Estado.

 

Quero usar esta ocasião para, a todos, expressar a nossa gratidão e o nosso reconhecimento.

 

Timor-Leste e o seu Povo querem um País de Paz, aberto ao mundo e em diálogo com ele. Somos membros da ONU, da CPLP, do Movimento dos Países Não-Alinhados, somos membros de diversas organizações do Pacífico, e damos passos seguros para nos inserirmos na ASEAN.

 

Esta condição de membros de múltiplas organizações internacionais e o trabalho que também realizamos em inúmeras outras organizações estatais e não-governamentais, são uma alavanca para tornar a cooperação num instrumento útil no alcançar dos grandes desígnios nacionais.

 

No quadro das nossas obrigações internacionais reafirmo a determinação de Timor-Leste em cumprir as convenções, os pactos e acordos que subscreveu ou que venha a subscrever no futuro, sempre que contribuam para a Paz, o respeito pelos direitos humanos e o bem-estar e segurança do nosso Povo.

 

 

Todos os desafios que temos pela frente implicam TRABALHO.

 

As dádivas da natureza têm de ser regadas com o suor do nosso esforço! Alturas houve em que nos foi exigido o sangue e a luta, hoje, é-nos exigido o suor e o trabalho!

 

O reforço da nossa Identidade Nacional, o gerar do orgulho de sermos timorenses, o resgatar dos valores legados pelos nossos antepassados, que configuraram a nossa História, são factores cada vez mais pertinentes num mundo em rápida mudança onde as soberanias se desgastam e as fronteiras se esbatem.

 

 

Este é o NOSSO país e, independentemente do apoio e cooperação que países amigos e parceiros de desenvolvimento possam prestar, a responsabilidade de transformar o país é NOSSA!

 

Essa transformação é possível. É disso que falamos ao referirmo-nos ao desenvolvimento social, económico, físico, político, técnico-científico e cultural. Mas, falar apenas do que é necessário fazer não chega.

 

É fundamental que todos os timorenses sintam o futuro como seu.

 

É fundamental que todos os timorenses se empenhem na transformação de Timor-Leste.

 

É fundamental que todos os timorenses encarem o trabalho árduo e ético como o seu contributo individual para um país que é de todos nós e deve assegurar o bem-estar e a estabilidade a todos.

 

Ao assumir hoje o cargo de Presidente da República, assumo perante o Povo ser o exemplo do que hoje estou a pedir-vos: trabalhar arduamente, assumir ética profissional e de cidadania, respeitar profundamente a Constituição e as instituições que salvaguardam e aprofundam a democracia e o Estado de Direito e cumprir o objectivo supremo de servir o nosso Povo.

 

É este o caminho que peço que percorram comigo. Para que, dentro de cinco anos já possamos olhar para trás e dizer: o esforço valeu a pena! O país está diferente. A estabilidade é sentida por todos. O bem-estar começa a ser vivido por aqueles que mais merecem, que se esforçam, que trabalham e apenas nos pedem para viver com dignidade e em Paz.

 

 

Queridos Timorenses, Povo de Timor-Leste,

 

Não temos tempo a perder com conflitos e palavras duras e sem significado. Já não há espaço para pensarmos na fama, prazeres, poder e riqueza pessoais. Chegou o momento de trabalhar arduamente, o momento de olharmos para o futuro, o tempo de caminharmos juntos para sairmos da pobreza e do sofrimento que destrói as nossas vidas e o futuro.

 

Demos as mãos para, juntos, transformarmos a nossa Nação num Timor-Leste rico, forte e seguro.

Deus nos abençoe a todos.

Muito Obrigado!

 

 


Ian Martin : "Timor-Leste was not a failed state...it was a young state!"

 

2012 is a ten-year celebration, but it is 13 years since the agreement of May 1999, which promised that the people of East Timor would at last be able to exercise their right to self-determination. Before the end of that month, having been appointed by United Nations Secretary-General Kofi Annan as his Special Representative for the Popular Consultation, I was being greeted by Xanana Gusmao in his prison house in Jakarta with the words: “We have been waiting 24 years for the United Nations.”

 

Days later, I was raising the UN flag at the Balide compound which became the headquarters of UNAMET, the UN Mission in East Timor. The weeks which followed were full of drama and hard decisions. Deploying UN staff – mostly UN Volunteers – to the remotest districts of East Timor, to register voters. Confronting the militia created by the Indonesian Army, and a campaign of disinformation against UNAMET by Indonesian intelligence. Flying to Jakarta to present to General Wiranto the realities of TNI complicity in human rights abuses and threats to the UN. Taking a UN helicopter to Uai Mori to meet Falintil Deputy Commander Taur Matan Ruak, and later bringing him to Dili to meet with the TNI Commander.

 

Agonising over whether it was right to proceed with the ballot when pro-independence supporters were being intimidated and the Indonesians were flagrantly violating their commitment to maintain security and impartiality. Feeling deeply moved by the courage of the East Timorese voters who flocked to the polls on 25 August 1999, and proud of the commitment and performance of UNAMET national and international staff who defied all the threats and difficulties to ensure that the ballot went ahead.

 

Still greater drama was to follow. On 5 September, I announced the overwhelming vote for independence at the then Makhota Hotel, simultaneously with the Secretary-General’s announcement at UN headquarters in New York. Already Timorese staff of UNAMET had been killed in revenge for their role in the ballot, and following the announcement, the TNI unleashed the militia to go on the rampage across the territory.  As UNAMET was chased out of the districts, international staff stood by their Timorese colleagues whenever they could, and brought them to our Dili compound. A UN police officer was seriously wounded in Liquica, and in Baucau UNAMET staff lay on the floor as bullets poured into their office.

 Under siege in Dili, we could know little of the atrocities being committed - only later would we learn of the Suai Church massacre, directed by TNI officers and militia leaders whom we knew all too well. Timorese driven from their homes took refuge in the UN compound, and UN staff volunteered to remain with them rather than leave them behind in a general evacuation. Security Council members came to visit us, and added to the pressure on Habibie and Wiranto to accept international military intervention. Finally, we were able to take all those in the UNAMET compound with us to Darwin.

 

Only days later, I returned to Dili with Australian General Peter Cosgrove. I was privileged to be present for the return of Xanana Gusmao, and to be seen off by him when I handed over the UN leadership to Sergio Vieira de Mello.

 

In the years that followed, I had several opportunities to return to East Timor. I was a guest at the CNRT congress in 2000, bowled over when I was greeted by the original singers performing the UNAMET song which was part of our voter education campaign of 1999. I was a member of Secretary-General Kofi Annan’s party at the handover ceremony of May 2002. I came again to testify about the events of 1999 to the CAVR (the Commission for Reception, Truth and Reconciliation).

 

What I did not expect was that I would be sent back to an independent Timor-Leste in crisis. In May 2006, I was looking forward to a holiday, after the human rights monitoring mission I headed in Nepal had been on the front lines of the extraordinary People’s Movement there, which heralded the end of both the country’s civil war and its monarchy. I had read with dismay of the fighting between and among Timor-Leste’s police and army. But I was hardly expecting the phone call from Secretary-General Kofi Annan which asked me to go directly to Dili as his Special Envoy, to see what the UN could do to help contain the crisis. My first thought was to take with me Tamrat Samuel, had been my tutor and adviser regarding East Timor in 1999, when his experience of East Timor was already long-standing.

 

It was terrible to see buildings burning again in Dili, and to know that this time it was fellow Timorese alone who had attacked them; to see families displaced, and to know that this time their fear was of their own countrymen; to see Australian troops back on the streets, and to know that this time they were protecting against violence which had no external direction. When I reported back to the UN Security Council in New York, there was dismay at the apparent failure of a UN peace-building operation previously hailed as a success. Was independent Timor-Leste already a failed state?

 

My message to the international community then was that Timor-Leste was not a failed state: it was a young state, and the tragic events of 2006 could yet prove a wake-up call to its divided leadership. My next visit was when I was privileged to represent Secretary-General Ban Ki-moon at the celebration of the tenth anniversary of the Popular Consultation on 30 August 2009. Already then, I found that the commitment of all Timorese leaders to avoid another 2006 was real, and that they were determined that differences should be resolved through the democratic process. In 2012, I not only hope but believe that this is the case. The UN’s commitment to East Timor in 1999 was that its people should enjoy the internationally-recognised right to self-determination. I trust that the will of a remarkable people shall be fairly expressed and respected in 2012, and in peaceful years ahead.

 

 

Entrevista exkluziva husi Ana Gomes kona-ba Timor


" Timor-Leste está a aprender , tem 10 anos de independência, nós temos 900 anos e ainda estamos a aprender a funcionar de forma democrática e independente"



Ministro da Economia diz que é questão de tempo até haver mais investimento português no país

Cavaco - País só deve investir em aplicações portuguesas se for vantajoso

Matan Ruak sublinha importância de preservar a memória da Resistência timorense

Sexta-feira, 18.05.12

Programa Serimónia Komemorasaun Tinan 10 Restaurasaun Independénsia Timor-Leste



I. 18 Maiu 2012
Misa
16.00
Fatin: Katedral Dili, Vila Verde


II. Serimónia ba Prezidente Eleitu RDTL PRESIDENT – 19 May 2012

20.00 - 23.00 – Kalan Kultural íha Tasi-Tolu
20.30 - 22.00 – Cocktail ba konvidadu
22.00 - 23.00 – Resesaun Estadu ba Xefe Estadu no Xefe Delegasuan íha Palásiu Presidente Nicolau Lobato
23.30 - Serimónia inagurasaun ba Prezidente Eleitu RDTL íha Tasi-Tolu

III. Serimónia Hasa´é Bandeira Nasional

07.00 – Entrada Formasaun Parada
07.20 – Formasaun Parada preparadu ona
07.25 – Konvidadu sira hahu to´o
07.30 – SE Prezidente Supremu Tribunal Justisa, Cláudio Ximenes, to´o ba fatin
07.30 – SE Primeiru Ministru RDTL, Kay Rala Xanana Gusmão, to´ó ba fatin
07.35 – SE Prezidente Parlamentu Nasional RDTL, Fernando Lasama de Araújo, to´o fatin
07.40 – SE Prezidente Repúblika Portugal, Prof. Anibal Cavaco Silva, to´o ba fatin
07.45 – SE Governadora Jeral Austrália, Ms. Quentin Bryce, AC, CVO, to´o ba fatin
07.50 – SE Prezidente Repúblika Indonézia, Susilo Bambang Yudhoyono, to´o ba fatin
07.55 – SE Governador Jeral Nova Zelándia, Lt Gen Rt Hon Sir Jerry Mateparae no SE Governador Jeral Tuvalo, Iakoba Italeli, GCMG, to´o ba fatin
08.00 – SE Prezidente RDTL, Taur Matan Ruak, to´o ba fatin
08h00 – Seremónia hahu

– Salut ba Prezidente Demokrátiku Repúbliku Timor-Leste husi Forsas Armadas
– Inspesaun tropa husi Prezidente Demokrátiku Repúbliku Timor-Leste
– Hasa´é Bandeira Nasional
– Silénsiu minutu ida ba fo onra ba Asswa´in matebian sira
– Diskursu husi Prezidente Repúblika Demokrátika Timor-Leste
– Parade husi Forsas Armadas la´o liu husi Podium Prezidensial Armed Forces
– Seremónia remata.

IV. Serimónia Hatun Bandeira Nasional

16h00 – Hatun Bandeira Nasional

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