Sexta-feira, 18.05.12

Programa da Festa da Independência em Tasi Tolu

 

Íha loron 20 de Maio sei hahu ho dansa, múzika, kantor no banda oin oin sei halo rame selebrasaun tinan 10 Timor ninia restaurasaun independénsia. Ba maluk sira labele haluha se karik ba asisti.

Bele mós haree em diretu liu husi RTTL.

 


17.00 - 18.00
- Aprezentasaun dansa husi Grupu “ Timor Furak “

 

18.00 - 19.00
- Konsertu husi kantora cabo-verdiana

 

19.00 - 20.00
- Konsertu husi Banda Lokal “ Estrela do Mar “

 

20.00 - 21.00
- Aprezentasaun Sulap/Hipnoterapia indonésziu - Rommy Rafael

 

21.00 - 22.00
- Konsertu husi banda “Léo e Leandro”

 

23.00 – 24.00
Fogu artifisíu

 

24.00
- Enseramentu

Dezenas de pessoas e instituições condecoradas com a Ordem de Timor-Leste

 

Dezenas de pessoas e instituições foram hoje condecoradas com a Ordem de Timor-Leste pelo Presidente da República cessante, José Ramos-Horta, por terem contribuído para a causa timorense e para o desenvolvimento do país desde a restauração da independência.

 

A Ordem de Timor-Leste visa reconhecer e agradecer aos nacionais e estrangeiros que pelo comportamento ou atos praticados contribuíram em benefício do país, timorenses ou Humanidade.

 

A Ordem de Timor-Leste está dividida em quatro graus: o Grande Colar (atribuído apenas a chefes de Estado), o Colar, a Medalha e a Insígnia.

 

Hoje foram condecorados com o Colar da Ordem de Timor-Leste os presidente do parlamento nacional do país, Fernando La Sama de Araújo, e do Supremo Tribunal de Recurso, Cláudio Ximenes, e Ana Pessoa, procuradora-geral da República.

 

O estandarte da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) também foi condecorado com o Colar da Ordem pela "contribuição preciosa" para a independência do país e por ser o mais antigo partido timorense, segundo afirmou José Ramos-Horta.

 

A Medalha da Ordem de Timor-Leste foi entregue a vários membros do atual governo e ao primeiro embaixador de Portugal no país, após a restauração da independência, a 20 de maio de 2002, Rui Quartin Santos.

 

O Presidente timorense quis com esta condecoração "homenagear o trabalho de Rui Quartin Santos, mas também reconhecer todos os outros embaixadores portugueses que ao longo de anos fizeram de Timor-Leste uma questão da política externa portuguesa".

 

Com a Insígnia da Ordem de Timor-Leste foram condecorados a Timor Telecom, a agência Lusa, RTP, Caixa Geral de Depósitos, a Fundação Mário Soares e outros responsáveis timorenses e estrangeiros.

 

A Timor Telecom recebeu a Insígnia da Ordem de Timor-Leste em reconhecimento pelo contributo significativo em benefício de Timor-Leste e da dignidade do povo timorense.

 

A Lusa e a RTP foram condecoradas pelo seu trabalho no país antes e depois da restauração da independência e por contribuírem para informar timorenses e estrangeiros sobre Timor-Leste.

 

A condecoração à Caixa Geral de Depósitos teve o propósito de agradecer o investimento feito no país "quando outras instituições" se recusaram a fazê-lo, salientou o Presidente timorense.

 

O chefe de Estado, que cessa funções no domingo, atribui também durante o período da tarde, numa cerimónia da sede da Missão Integrada das Nações Unidas, condecorações com a Ordem de Timor-Leste à liderança daquela missão.

 

A representante do secretário-geral da ONU, Ameerah Haq, foi agraciada com o Colar da Ordem de Timor-Leste.

 

Os vice-representantes do secretário-geral da ONU, Finn Reske-Nielsen e Shigeru Mochida, e o comandante da polícia da ONU em Timor-Leste, o superintendente português Luís Carrilho, foram agraciados com a Insígnia da Ordem.

 

A GNR foi também condecorada quarta-feira pelo Presidente José Ramos-Horta com a Medalha de Mérito pela sua intervenção determinante para salvar a vida do chefe de Estado cessante em 2008.

 

A Medalha de Mérito visa agraciar militares, polícias e civis, estrangeiros ou nacionais, que contribuíram para a paz e estabilidade nacional.

 

Timor-Leste celebra no domingo o 10.º aniversário da restauração da independência, dia em que também toma posse o novo Presidente do país, Taur Matan Ruak.

Combate à pobreza é o maior desafio dos timorenses

Condição de uma escola fora na ilha de Atauro

 

O combate à pobreza, que ainda atinge 41 por cento da população, é um dos maiores desafios das autoridades de Timor-Leste que celebram domingo o 10.º aniversário da restauração da independência do país.

 

Segundo números das Nações Unidas, 41 por cento da população timorense vive com menos de um dólar por dia e os mais pobres estão localizados fora da capital timorense, no interior do país, onde o desenvolvimento tarda a chegar.

 

Timor-Leste tem pouco mais de um milhão de habitantes e 21,4 por cento da população vive na capital, que conheceu um grande progresso nos últimos anos e onde o acesso aos bens e ao emprego é mais facilitado.

 

Apesar disso, Díli ainda apresenta uma série de fragilidades ao nível do saneamento básico e da habitação, que se tornou precária, por não chegar para todos.

 

Com uma aposta séria no setor elétrico, considerado fundamental pelo governo para o desenvolvimento, em finais de 2011, a costa norte de Timor-Leste passou a ser abastecida por luz pública, mas à costa sul, mais atrasada, só deverá chegar durante este ano.

 

Na educação, Timor-Leste conseguiu que mais de 400 mil jovens e crianças entre os três e os 18 anos de idade frequentassem a escola, segundo dados dos serviços de estatística timorenses relativos a 2010.

 

No setor da saúde, os indicadores dos últimos 10 anos revelam que 78 por cento das crianças são tratadas em relação a doenças básicas, 86 por cento das mães recebem cuidados pré-natais e que a incidência das mulheres mal nutridas desceu 29 por cento.

 

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio foram alcançados no que se refere às taxas de mortalidade de crianças com menos de cinco anos e às taxas de mortalidade infantil.

 

Na economia, os números do Fundo Monetário Internacional apontam para uma previsão de crescimento económico em 2012 na ordem dos 10 por cento, com o país a manter reservas no Fundo petrolífero superiores a dez mil milhões de dólares.

 

Em 2002, Timor-Leste era a nação mais pobre do sudeste asiático, equiparada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ao Ruanda. Atualmente, tenta descolar da lista dos países de rendimento baixo.

Capital descola do resto do país

 

A capital de Timor-Leste, Díli, está, dez anos depois da restauração da independência, mais arranjada, mais polida e cosmopolita, mas isolada do resto do país que continua praticamente na mesma.

 

A cidade tem muitas "roupas novas", como os edifícios de Estado, imponentes, construídos pelos chineses, os restaurantes que foram nascendo junto à linha da água em Meti Aut e se arrastaram até à praia da Areia Branca, ou as lojas de Colmera, onde se pode comprar de tudo.

A mais recente sofisticação de Díli chama-se Timor Plaza, um centro comercial com dois pisos de lojas, mais um de escritórios, onde toda a gente pode experimentar andar de elevador.

 

"Notam-se muitas diferenças na atitude das pessoas, o poder de compra aumentou, existem muito mais carros, não havia tantos no início. Lojas, muitas lojas, há mais oferta de produtos", afirmou à agência Lusa a portuguesa Cármen Berimbau, a viver há 10 anos em Díli.

 

Outra coisa que a portuguesa, que trabalha no setor da restauração, nota é o aumento do fornecimento de luz elétrica e do poder de compra dos timorenses.

 

"Gostam de ter acesso a outros produtos, principalmente eletrónica, telemóveis, computadores e já há essa oferta", afirmou.

 

Já fora da cidade, Cármen Berimbau, não nota "nenhuma diferença".

 

"Acho que permanece tudo igual", salientou.

 

A opinião é partilhada por Eduardo Santos, um empresário hoteleiro português que chegou a Díli em 1999, quando a cidade ainda era uma malha de casas queimadas pela vaga de destruição do exército indonésio e milícias timorenses, após a consulta popular daquele ano que conduziu Timor-Leste à independência.

 

"Que Timor não seja só Díli. Se compararmos Díli com a montanha a diferença é abismal", afirmou Eduardo Santos.

Para o empresário português, é triste que pessoas que muitas vezes estão no país por longos períodos não viagem mais em Timor-Leste por falta de infraestruturas.

 

"A beleza de Timor está exatamente fora de Díli. Há sítios maravilhosos para visitar, mas por deficiência de estradas, vias de comunicação, alojamento, as pessoas acabam por optar por fazer as suas férias e fins de semana fora do país", referiu.

 

Para o empresário, dez anos depois da independência, seria injusto não destacar o desenvolvimento no setor da saúde, nomeadamente no Hospital de Díli.

 

"Para quem já teve necessidade de lá estar, como eu, por duas vezes, é realmente de louvar o esforço que tem sido feito", afirmou, salientando que hoje a unidade já se pode chamar um hospital.

 

Díli está concentrada nas comemorações do 10.º aniversário da restauração da independência, no domingo, e nos últimos meses sofreu várias operações plásticas para poder receber com uma maquilhagem perfeita os convidados para a festa.

 

As principais estradas da cidade foram, finalmente, alcatroadas, os parques e as crianças ganharam novos baloiços e os monumentos estão limpos.

 

Por estes dias quem chegar à capital, vê muitas bandeiras hasteadas e colocadas um pouco por todo o lado, respondendo a um apelo patriótico do primeiro-ministro, Xanana Gusmão.

 

As bandeiras são o toque final da 'toilette'.

Português Filipe Silva encontrou uma carreira, um amor e uma família

 

O português Filipe Silva ainda se lembra do cheiro a queimado quando chegou em 2000 para dar aulas de português em Timor-Leste, onde 12 anos depois construiu uma carreira, casou-se e teve duas filhas.

 

Filipe Silva, atual assessor do Ministério da Educação timorense, veio no contingente de professores portugueses que aterrou em setembro de 2000 em Timor-Leste para ensinar português.

 

A mulher, também professora, conheceu ainda em Lisboa no dia em que foram tomar vacinas.

 

Não a perdeu de vista, casaram-se em Timor e hoje têm duas filhas, uma nascida em Portugal e outra na Austrália.

 

"Foi algo que mudou a minha vida mesmo a nível profissional. Foi uma experiência interessante vir dar aulas para Timor num contexto em que não havia nada - escrever no chão ou nas paredes e não ter quadros", recordou em entrevista à agência Lusa.

 

A experiência gratificante levou-o a aceitar coordenar o projeto de língua portuguesa em Timor-Leste e depois a passar para o Ministério da Educação timorense.

 

Em relação aos últimos 12 anos e quando Timor-Leste se preparar para celebrar o 10.º aniversário da restauração da independência, Filipe Silva disse que as "diferenças são muito grandes".

 

"Quando aterrei além de estar tudo castanho, porque era setembro, ainda se notava um grande cheiro a queimado e imensas casas destruídas", disse, recordando o período imediatamente a seguir à destruição generalizada realizada pelo exército indonésio e milícias timorenses, resultante da consulta popular de 30 de agosto de 1999, que conduziu Timor-Leste à independência.

 

Havia pouco comércio e dois ou três restaurantes, lembra ainda o português.

 

"Hoje em dia nada disso se passa, continua a haver de vez em quando ruturas de stock nos iogurtes e em outros produtos, mas não é aquilo que era em 2000", afirmou.

 

Para Filipe Silva, além do comércio, houve um desenvolvimento no país, apesar de no interior ainda se notar uma grande pobreza.

A única coisa que está pior do que naquela altura são estradas, assinalou.

 

Em Timor-Leste, o português encontrou a qualidade de vida que sempre considerou ser essencial para uma família: "A possibilidade de ir almoçar e jantar a casa e pôr e buscar as minhas filhas à escola", disse.

 

Sobre as filhas, uma com sete e outra com cinco, Filipe Silva admite que são timorenses.

 

"O país delas é Timor e Portugal para elas é como ir de férias a qualquer lado", explicou.

É altura de projetar futuro diferente para o país

 

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Zacarias da Costa, defende que, dez anos depois da restauração da independência, é altura de projetar um futuro diferente para o país e ter os pés bem assentes no chão.

 

"É um momento não só para olharmos para trás para aquilo que foi feito de bom neste país, e de mau também, mas é tempo, sobretudo, de projetarmos um futuro diferente", disse à agência Lusa Zacarias da Costa.

 

Timor-Leste celebra domingo o 10.º aniversário da restauração da independência, dia em que o general Taur Matan Ruak toma posse como novo Presidente do país.

 

Para o chefe da diplomacia timorense, Timor-Leste conseguiu ultrapassar dificuldades nos últimos dez anos, mas os maiores desafios estão no futuro próximo.

 

"Nós temos um novo Presidente, vamos ter eleições e um novo governo [nas legislativas de 07 de julho]. Será um momento importante para caminharmos com os pés bem assentes no chão, consolidarmos as nossas instituições e sobretudo olharmos para um Timor diferente, um Timor onde todos tenham lugar, um Timor onde as mazelas, as feridas, do passado possam estar cicatrizadas e afirmarmo-nos na região e no mundo", defendeu.

 

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, que é também presidente do Partido Social Democrata na coligação no poder, aqueles serão os grandes objetivos do país.

 

Questionado sobre se também é altura de uma nova geração entrar na liderança do país, o chefe da diplomacia timorense afirmou que deve ser completada o mais depressa possível.

 

"Vejo uma nova geração que já quer o seu lugar e infelizmente ainda estamos nesta transição. Por isso creio que o mais depressa possível teremos de completar essa transição e dar lugar a uma nova geração, não a minha, mas uma nova para que Timor possa de facto avançar", salientou o ministro de 48 anos.

 

Para Zacarias da Costa, há atraso na passagem de testemunho, que deve ser conduzido pela geração mais velha.

 

"Parece-me que estamos um pouco atrasados nessa passagem de testemunho e mais uma vez deixo o meu apelo para que a velha geração possa finalmente olhar para uma passagem de testemunho pacífica e, sobretudo, apostar na preparação de uma geração mais nova para conduzir os destinos deste país", disse.

Primeiro embaixador português em Timor foi condecorado

 

O primeiro embaixador de Portugal em Díli depois da restauração da independência de Timor-Leste, Rui Quartin Santos, vai ser condecorado na sexta-feira pelo Presidente timorense cessante, José Ramos-Horta.

 

O diplomata, que é agora embaixador de Portugal na Austrália, vai ser condecorado com a Insígnia da Ordem de Timor-Leste.

 

Em declarações à agência Lusa, em Díli, Rui Quartin Santos, que não visitava o país há oito anos, disse ter notado "grandes melhorias" na capital timorense.

 

"Novas construções, desenvolvimento da cidade, muito trânsito. Há oito anos que eu saí daqui. As coisas vão mudando, vão-se transformando e penso que para melhor", afirmou.

 

Timor-Leste comemora no domingo o 10.º aniversário da restauração da independência, dia em que também toma posse o novo Presidente timorense, Taur Matan Ruak.

 

Sobre os últimos dez anos, o diplomata fez um balanço "francamente positivo".

 

"Evidentemente é um país muito novo, que saiu de uma fase muito complicada e difícil, mas eu penso que o balanço é francamente positivo", afirmou o embaixador.

 

Segundo Rui Quartin Santos, em Timor-Leste tem havido consolidação das instituições, lembrando as eleições presidenciais que considerou terem decorrido de forma exemplar.

 

"Timor-Leste tem uma base financeira e económica muito sólida, é um país com muitos recursos, muitos deles ainda por explorar, e penso que isso lhes dá realmente uma base de desenvolvimento", acrescentou.

Quinta-feira, 17.05.12

Timorenses resistiram às tentativas de tornar país num Estado falhado -- Alkatiri

 

O secretário-geral da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), Mari Alkatiri, disse em entrevista à agência Lusa que, nos últimos 10 anos, os timorenses conseguiram resistir a todas as tentativas de tornar o país num Estado falhado.

 

"O balanço é positivo na medida em que conseguimos resistir a todas as tentativas de fazer de Timor-Leste um Estado falhado e conseguimos, realmente, consolidar a paz e a estabilidade", afirmou o também antigo primeiro-ministro timorense, sem pormenorizar.

 

Timor-Leste comemora no próximo domingo 10 anos de restauração da independência, que ficaram marcados por momentos de instabilidade e uma grave crise política e militar iniciada em 2006, que levou Mari Alkatiri a apresentar a demissão da chefia do Governo e à entrada no país de uma força internacional liderada pela Austrália.

 

Em fevereiro de 2008, um ano depois das eleições legislativas e presidenciais, o Presidente da República, José Ramos-Horta, foi baleado num atentado no mesmo dia em que foi executado um ataque contra o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.

 

Desde então, o país tem experimentado um período inédito de paz e estabilidade.

 

"Não é mérito de uma ou duas pessoas, de uma ou duas organizações, não é mérito só do Governo, mas fundamentalmente de todo o povo que conseguiu acreditar na sua própria liderança", salientou o secretário-geral da Fretilin, que foi o partido mais votado nas eleições de 2007 mas que não conseguiu formar maioria parlamentar, face à aliança promovida pelo atual primeiro-ministro, Xanana Gusmão.

 

Para Alkatiri, apesar do balanço positivo, dez anos depois da restauração da independência o país "podia estar muito melhor do que está" em termos de desenvolvimento económico e social.

 

Segundo o dirigente timorense, nos últimos cinco anos deveria ter havido uma política e um plano claros para o desenvolvimento do país, que deveria ter começado no capital humano e no reforço das instituições.

 

"O que temos assistido nestes últimos cinco anos é precisamente ao contrário. Quis-se fazer o desenvolvimento físico, não se conseguiu fazer, esbanjou-se muito dinheiro, resultados não existem", destacou o líder da Fretilin, que se prepara para as legislativas de 07 de julho.

 

A questão atual que preocupa Mari Alkatiri é a defesa dos princípios e dos valores da luta, nomeadamente da libertação do povo.

 

"Naturalmente libertar o povo é libertar as mentalidades. O que se tem feito nestes últimos anos é corromper as mentalidades com um sistema de governação antissistema e uma desagregação completa dos valores sociais, políticos e também dos valores institucionais, da cultura institucional", lamentou.

 

Sublinhando que não é só uma declaração que significa a independência, Mari Alkatiri afirmou que a "verdadeira independência é um processo longo", que necessita de coerência na sua execução e que tem como centro o ser humano.

 

"É um processo longo e, para mim, estamos a começar um novo processo de libertação nacional, que vai ser longo também, vamos remar um pouco contra a maré, como costumo dizer, uma travessia do deserto onde há cada vez menos oásis e mais miragens", disse.

 

Para o futuro, Mari Alkatiri defendeu que os timorenses vão ter de perceber a forma de saírem daquela "situação de secura de princípios e de valores" e não se deixarem enganar pelas "miragens".



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