Ana Gomes em entrevista ao SAPO Timor-Leste ( versão completa)

Ana Gomes recorda a primeira vez que aterrou em Timor-Leste, um dia em que sentiu o peso da História sobre os ombros. Chegou a Díli com Afonso Malheiro e nessa altura era chefe da Secção de Interesses de Portugal , na embaixada da Holanda,  porque Portugal não tinha embaixada na Indonésia. Dez anos depois acredita que Portugal podia ter feito mais e melhor.

 

“Timor não era uma questão que o tempo resolveria “

 



Para Ana Gomes os timorenses foram os actores decisivos que nunca desistiram da luta. Ao viver pessoal e profissionalmente os dramas das pessoas, nessa noite ( 20 de Maio 2002) passou-lhe tudo pela cabeça, sendo que o momento mais angustiante foi o dia após o referendo porque sabiam que ia haver violência.

“Os timorenses foram os actores decisivos”



“Timor-Leste está a aprender, tem 10 anos de independência, nós temos 900 anos e ainda estamos a aprender a funcionar de forma democrática e independente” adianta Ana Gomes, referindo que o maior desafio actual é o da educação/ capacitação dos órgãos do Estado e da sociedade civil. Por fim desabafa que até gostava de viver no país.
“Timor-Leste demonstrou que é um Estado viável”